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Formação Política

Foram selecionados textos variados para apresentar um panorama amplo de ideias que ajudem a entender nosso mundo e o contexto de conflitos e lutas em que a agroecologia se insere. Não necessariamente temos concordância com a totalidade dos conteúdos: são apenas indicações de obras relevantes para nossas discussões e ações. Que nossa formação teórica alimente nossas práticas e que nossas práticas alimentem e adaptem as teorias às nossas realidades. Visão sem ação é sonho, ação sem visão é pesadelo.

*Os textos estão separados por tema, em ordem alfabética por autor.

Chaves para entender o capitalismo

BOLTANSKI, Luc; CHIAPELLO, Eve. O Novo Espírito do Capitalismo(2009). – https://bit.ly/2OZ6uRo

FERREIRA, Andrey Cordeiro. Trabalho e ação: o debate entre Bakunin e Marx e sua contribuição para uma sociologia crítica contemporânea. (2010). – https://bit.ly/2ROClTt

FERREIRA, A. C.; TONIATTI, T. (org.) De baixo para cima e da periferia ao centro: textos políticos, filosóficos e de teoria sociológica de Mikhail Bakunin. (2014).- https://bit.ly/2IUDmp0

HARVEY, David. A acumulação via espoliação. In: O Novo Imperialismo (2004). – https://bit.ly/2PD80G0

HARVEY, David. O Enigma do Capital (2011) – https://bit.ly/2CcdV0y

KROPOTKIN, Piotr. Apoio mútuo: um fator de evolução (2009). – https://bit.ly/2Lg4G4s

LUXEMBURGO, Rosa. Reforma ou Revolução. (1900) – https://bit.ly/2pTkbTQ

MARX, Karl. Acumulação primitiva. (Cap. 24) In: O Capital. (1867) – https://bit.ly/2MsTKB9

POLANYI, Karl. O Moinho Satânico. In. A grande transformação. (2013). – https://bit.ly/2PydGRB

PRZEWORSKI, Adam. A social-democracia como fenômeno histórico(1988). – https://bit.ly/2OVyNjz

Geopolítica, Questão agrária e a Natureza em disputa

BRUNO, Regina; DE SOUZA MARTINS, José. Senhores da terra, senhores da guerra: a nova face política das elites agroindustriais no Brasil. (1997). – Senhores da Terra Senhores da Guerra

DE CASTRO, Josué. Geopolítica da fome. (1978). – https://bit.ly/28JxTgU

DELGADO, Guilherme Costa. Do capital financeiro na agricultura à economia do agronegócio: mudanças cíclicas em meio século (1965-2012). (2012). – DoCapitalFinanceiroNaAgricultura

GEORGE, Susan. A Revolução Verde. In: O Mercado da Fome (1978) – A Revolução Verde

GUDYNAS, E. Diez tesis urgentes sobre el nuevo extractivismo: contextos y demandas bajo el progresismo sudamericano actual https://bit.ly/2yib7w5

LOPES, Carlos. Crescimento econômico e desigualdade: As novidades pós Consenso de Washington. (2011). – https://bit.ly/2JsBmn2

MARIUTTI, Eduardo Barros. Considerações sobre a perspectiva do sistema-mundo. (2004). – https://bit.ly/2OlQhWS

OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino. Modo de Produção Capitalista, Agricultura e Reforma Agrária. (2007) – https://bit.ly/2OZyPa4

PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. Geografia da riqueza, fome e meio ambiente: pequena contribuição crítica ao atual modelo agrário/agrícola de uso dos recursos naturais. (2004). – https://bit.ly/2OWXe05

ZIBECHI, Raúl. Brasil potência: entre a integração regional e um novo imperialismo. (2012). – https://bit.ly/2RJb0Sq

América Latina, (De)Colonialismo e Ecologia

ALIER, Juan Martínez. De la economía ecológica al ecologismo popular.(1994).

ALIMONDA, Héctor. La naturaleza colonizada: ecologia politica y mineria en America Latina. (2011). – https://bit.ly/2OlAZBv

BOOKCHIN, Murray. La ecología de la libertad: el surgimiento y la disolución de la jerarquía. (2000). – La Ecología de la Libertad.

CASTORIADIS, Cornelius. COHN-BENDIT, Daniel. Da Ecologia à Autonomia. (1981). – https://bit.ly/2OTYMYO

COMPOSTO, Claudia; NAVARRO, Mina Lorena. Claves de lectura para comprender el despojo y las luchas por los bienes comunes naturales en América Latina. In: Territorios en disputa. Despojo capitalista, luchas en defensa de los bienes comunes naturales y alternativas emancipatorias para América Latina (2014). – https://bit.ly/2Or0KAr

DILGER, Gerhard; LANG, Miriam; PEREIRA FILHO, Jorge. Descolonizar o imaginário: Debates sobre pós-extrativismo e alternativas ao desenvolvimento. (2016) – https://bit.ly/2A7U5SH

ESCOBAR, Arturo. Sentipensar con la tierra. Nuevas lecturas sobre desarrollo, territorio y diferencia. (2014). – https://bit.ly/2OmRYmN

FANON, Frantz. Os condenados da terra. (1961) – https://bit.ly/2IxwaNt

FERREIRA, Andrey Cordeiro. Colonialismo, capitalismo e segmentaridade: nacionalismo e internacionalismo na teoria e política anticolonial e pós-colonial. (2014). – https://bit.ly/2RPYwJ1

FOSTER, John Bellamy. A ecologia da economia política marxista. (2012). – https://bit.ly/2ITme2M

GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. (1979) – https://bit.ly/2IVsCGK

PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. A ecologia política na América Latina: reapropriação social da natureza e reinvenção dos territórios. (2012) – https://bit.ly/2NHxeB8

SVAMPA, Maristella Noemi. Consenso de los Commodities y lenguajes de valoración en América Latina. (2013). – https://bit.ly/2OpbY8y

Resistências: Classe, raça, gênero, etnicidade

ALMEIDA, Mauro W. et al. Direitos à floresta e ambientalismo: seringueiros e suas lutas. (2004). – https://bit.ly/2Pw5ml3

ANDERSON, Anthony Bennett; POSEY, Darrell Addison. Manejo de cerrado pelos índios Kayapó. (1985) – Manejo do cerrado pelos índios Kayapó

BRUNO, Lúcia Barreto. O que é autonomia operária. (1990). – https://bit.ly/2pPATTW

CLASTRES, Pierre. A sociedade contra o Estado. (2014) – https://bit.ly/2PwIamV

DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. (2016). – https://bit.ly/2PwIIsZ

DA SILVA, Selmo Nascimento. O bakuninismo: ideologia, teoria, estratégia e programa revolucionário anarquista. – https://bit.ly/2CG9FaI

DE SOUZA, Marcelo Lopes. Com o estado, apesar do estado, contra o estado: os movimentos urbanos e suas práticas espaciais, entre a luta institucional e a ação direta. (2010). – https://bit.ly/2yC2ewW

DE ROBERT, Pascale et al. A beleza das roças: agrobiodiversidade Mebêngôkre-Kayapó em tempos de globalização. (2012). – https://bit.ly/2PwUKTf

ERVIN, Lorenzo Kom’boa. Anarquismo e revolução negra. (2015).- https://bit.ly/2htB2YW

EZLN. Declaraciones de la Selva Lacandona. https://bit.ly/2pZiFQ9

EZLN. La libertad según l@s zapatistas – https://bit.ly/2CHb6pl

FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. (2017). – https://bit.ly/2RNGw1M

FERREIRA, Andrey Cordeiro. Pensamento e práticas insurgentes: Anarquismo e autonomias nos levantes e resistências do capitalismo no século XXI. (2016) – https://bit.ly/2RODcn9

FERREIRA, Andrey Cordeiro. Tutela e resistência indígena: etnografia e história das relações de poder entre os Teréna e o estado brasileiro (2013)

GUZMÁN, Eduardo Sevilla; DE MOLINA, Manuel González. Sobre a evolução do conceito de campesinato. (2005). – https://bit.ly/2NGTdbd

IANNI, Octávio. Revoluções camponesas na América Latina. (1985) – Revoluções Camponesas na América Latina

KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami (2015)

MARCOS, Valéria de. A construção do território camponês: entre velhas e novas utopias. (2005) – https://bit.ly/2NFfHJD

MOURA, Clóvis. Os quilombos e a rebelião negra. (1987). – Os Quilombos e a Rebelião Negra – 1986

OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. A longa marcha do campesinato brasileiro: movimentos sociais, conflitos e Reforma Agrária. (2001). – https://bit.ly/2p8OeEN

SILIPRANDI, Emma. Mulheres e agroecologia: transformando o campo, as florestas e as pessoas. (2015). – https://bit.ly/20Mzqrx

SILVA, A., MARITZ, C., ROGÉRIO, S. A luta do povo negro e a emancipação da classe trabalhadora. (2017) – https://bit.ly/2ISRWwY

WOLF, Eric Robert. Guerras camponesas do século XX. (1984). – https://bit.ly/2IVAM1W

Armadilhas

BERNARDO, João. Labirintos do Fascismo: na encruzilhada da ordem e da revolta. (2015) – https://bit.ly/2Ic0635

COUTINHO, Joana Aparecida. ONGs e políticas neoliberais no Brasil. (2011).

FREEMAN, Jo. A tirania das organizações sem estrutura (1970) – https://bit.ly/1rajQua

HALE, Charles R. Does multiculturalism menace? Governance, cultural rights and the politics of identity in Guatemala. (2002). – https://bit.ly/2yCJzRB

HARVEY, David. Condição Pós-moderna (1989).

PACS, Cartilha. Responsabilidade social pra quê e pra quem? Análise crítica dos projetos de responsabilidade social corporativa da ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico – TKCSA, em Santa Cruz, Rio de Janeiro, Brasil – https://bit.ly/2QNNQJq

THOMAS, Tom. Um capitalismo verde? Um reformismo verde: a solução agrava o problema. In: A Ecologia do Absurdo. (1994)

VIÉGAS, Rodrigo Nuñez. O campo da resolução negociada de conflito: o apelo ao consenso e o risco do esvaziamento do debate político. (2016). – https://bit.ly/2RMXRaY

ZIBECHI, Raúl; MACHADO, Decio. Os limites do progressismo: sobre a impossibilidade de mudar o mundo de cima para baixo.(2017). – https://bit.ly/2ROIter

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Agroecologia – Origens e debates

A agroecologia não é entendida da mesma forma em todas as partes do mundo. Estes textos apresentam o panorama histórico da origem e disseminação do termo, bem como os debates atuais em torno do seu significado. As indicações de leitura são só subsídios para nossas discussões e ações. Não necessariamente temos concordância com a totalidade dos conteúdos. Os textos estão em ordem alfabética por autor.

ALTIERI, M. Breve reseña sobre los orígenes y evolución de la Agroecología en América Latina. (2015) – https://bit.ly/2pNU94i

GIRALDO e ROSSET. La Agroecologia en una encruzijada: entre la institucionalidad y los movimientos sociales. (2017) – https://bit.ly/2yoKSV9

GLIESSMAN, S. R. Agroecología: plantando las raíces de la resistencia. (2013). – https://bit.ly/2A9eCGR

HECHT S.B. The evolution of agroecological thought, in: Altieri M.A. (Ed.), Agroecology: the science of sustainable agriculture. (1995) – Agroecology-The-Science-Of-Sustainable-Agriculture-Altieri

NORDER, L. et al. Agroecologia: Polissemia, Pluralismo e Controvérsias. (2016) – https://bit.ly/2CGOci1

SEVILLA GUZMÁN, E. Sobre los orígenes de la agroecologia en el pensamiento marxista y libertario. (2011) – https://bit.ly/2ylhsad

SEVILLA GUZMÁN, E. e WOODGATE, G. Agroecología: Fundamentos Del Pensamiento Social Agrario Y Teoría Sociológica. (2013) – https://bit.ly/2yCw1W9

SOCLA. Reflexiones sobre la reunión regional de la FAO sobre Agroecología para África subsahariana. (2015) – https://bit.ly/2yiJ5AL

VIA CAMPESINA. Declaração do Fórum Internacional de Agroecologia. Selingué, Mali (2015) – https://bit.ly/2EjRNEo

WEZEL, A. et al Agroecology as a science, a movement and a practice. A review. (2009). – https://bit.ly/2OTURey

 

Agroecologia no Brasil

BENSADON, Ligia Scarpa et al. Tecendo projetos políticos: a trajetória da Articulação Nacional de Agroecologia. (2016). – https://bit.ly/2pQCRn1 (artigo) ou https://bit.ly/2yz5KrS (dissertação completa)

LUZZI, Nilsa. O debate agroecológico no Brasil: uma construção a partir de diferentes atores sociais. (2007) – https://bit.ly/2EhzD5W (tese completa) ou https://bit.ly/2QLQJKL (artigo)

Biblioteca

Este é um espaço formativo, dedicado a disponibilizar materiais variados para nosso estudo. As diferentes abas contém indicações de livros, filmes, textos e artigos acadêmicos sobre a trajetória da Agroecologia no mundo e no Brasil; sobre a trajetória da REGA e demais organizações agroecológicas brasileiras; sobre questão agrária, campesinato, saberes tradicionais e conflitos étnicos, teoria política, formas de organização e muito mais.

Que nossa formação política e teórica alimente nossas práticas e nossas práticas renovem, alimentem e adaptem estas teorias às nossas realidades.

Visão sem ação é sonho. Ação sem visão é pesadelo

I Jornalzinho REGA Brasilis

Extra Extra! Saiu o I Jornalzinho da REGA Brasil!

Nessa edição de maio de 2018, trazemos algumas informações sobre nossos próximos encontros regionais do Sul e Sudeste, e lançamos o chamado para a construção do próximo Sementário e do nosso décimo encontro nacional – o X ENGA!

Além disso, contamos um pouco sobre o projeto Kombosa me Carrega, uma viagem de Kombi por experiências agroecológicas do Brasil, e sobre a atuação dois dos grupos que participam da nossa rede: Gira Sol, de Rio Claro/SP e Kapi’xawa, de Alegre/ES. Na seção “PARTILHA”, contamos um pouco sobre como foi a atividade “Agroecologia, Alimentação e Nutrição – Tecendo Diálogos”, organizada pelo coletivo Balaio Cerrado no ano passado, e na seção “AGENDA” trazemos os convites para a IV Semana de Agroecologia da UFRJ – que deve acontecer no segundo semestre desse ano – e para as atividades que estão contecendo esse mês no Sítio Brotando a Emancipação, em Cascavel /CE – onde rolou nosso primeiro encontro regional dos grupos do Nordeste.

E como a gente não quer só comida, a gente também quer diversão e arte, pra finalizar trazemos a letra de uma música que fala sobre Agroecologia!

O que queremos é continuar tecendo nossa teia, conhecendo e articulando mais pessoas e suas experiências em agroecologia. Esperamos que esse pequeno jornal seja mais uma ferramenta para isso, no nosso trabalho de formiguinha.

Aproveite a leitura! Baixe o Jornalzinho aqui: I Jornalzinho Rega Brasilis

 

 

 

 

Relato do IX ENGA

        Para quem não pôde estar presente dessa vez, segue um relato detalhado de como foi esse IX Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia!

        Em seu IX Encontro Nacional, entre os dias 12 à 15 de Setembro de 2017, a Rede de Grupos de Agroecologia do Brasil celebrou, dialogou, circulou, criou, fez rodas de conversa e de capoeira e demonstrou sua capacidade de resiliência nesta edição que convergiu com o VI Congresso Latino Americano de Agroecologia da SOCLA, com o X Congresso Brasileiro de Agroecologia e com o V Seminário de Agroecologia do DF e Entorno, em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
        O inverno se despedia de Brasília em uma sequidão quente, quando integrantes da REGA desceram no Planalto Central, chegando um mês antes do encontro para construir as estruturas e articular a alimentação agroecológica. Após muitos desafios de comunicação entre a Comissão Organizadora Local do CBA e nossa Comissão Organizadora, o sonho começou a tomar forma A importância política do processo de construção desse ENGA foi marcante e por isso, nesta carta política, vamos apresentar um pouco do que foi organizá-lo, pois diz muito sobre nossa proposta de construção do movimento agroecológico brasileiro no atual momento e nossa proposta do que queremos e o que buscamos construir através da relação teórico-prática.
        Quebrando a tradição regueira de ter seus encontros nacionais focalizados por um Grupo de Agroecologia (GA) local, esse ano tivemos outra forma organizativa. Após buscas e chamados por um grupo local, que no final não apareceu, apenas cinco meses antes do evento foi catalisada uma Comissão Organizadora de membros da REGA de todo país. Através de plataformas de Software Livre como Jitsi e Rise Up, começou o trabalho. É importante ressaltar que a possibilidade do cancelamento do encontro foi debatida, já que os moldes de construção agroecológica, base do nosso processo, estavam comprometidos de várias formas.
        Em Brasília armamos as nossas barracas sobre o concreto, em um enorme galpão cinza, em meio ao Parque da Cidade, realidade que contrasta com os encontros anteriores, sempre em meio às árvores. Os maravilhosos banheiros secos e os chuveiros de baixo custo – característicos dos eventos promovidos pela REGA – foram feitos pelo coletivo Bamboo Sapiens. As estruturas eram móveis e foram doadas ao término do evento à organizações locais. Através da articulação com associações, cooperativas locais e agricultores familiares, se garantiu que 95% do alimento tivesse origem orgânica e agroecológica, nutrindo nossos mais de 500 acampados, em 3 refeições diárias, durante os 4 dias do evento, preparadas em turnos autogestionados que começavam às 4 da matina. O custo da inscrição foi entre 60 a 100 reais por pessoa, dependendo dos lotes e incluíram o camping.
        Além da autogestão no preparo da alimentação, os participantes também foram responsáveis por atividades – comunicação, limpeza e harmonização do ambiente – que variaram de acordo com o dia e a cor da pulseira que lhes foi entregue na inscrição. Os resíduos orgânicos, que somaram quase uma tonelada de composto dos banheiros secos e um pouco mais de uma tonelada de alimentos da cozinha, fecharam seu ciclo corretamente por meio da compostagem em leiras, realizada por oficinas práticas com estudantes do curso de Agroecologia, com a parceira local E-cocôs, responsável pela desmontagem e destinação dos resíduos após o encerramento do encontro/congresso para o Instituto Federal de Brasília – Planaltina.
         Compartilhamos acampamento com os demais movimentos sociais do Campo Unitário, incluindo a Via Campesina, MST, MAB, FETRAF, MMC, CONTAG, FEAB e outros. Essa convergência foi um passo em nosso diálogo com a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e fruto da semente plantada no VIII ENGA – Belém, em 2015. Naquele encontro a REGA construiu junto à Via Campesina uma mística no acampamento, a convidando a participar de nossas culturais e construindo o caminho para que mais uma vez, como no I ENGA, os acampamentos tanto dos movimentos sociais, quanto do ENGA fossem unificados.
        No espaço do Congresso fomos responsáveis pela Geodésica da REGA Brasil, com uma programação autônoma e autogerida montada na Trilha do Saber, área externa do Centro de Convenções com acesso gratuito ao público. Foram realizadas atividades de sistematização do conhecimento coletivo e amadurecimento de debates na rede. O tema deste encontro nacional foi aprofundado na roda de conversa Agroecologia pra que(m)?”. Houve ainda o espaço “REGA – Momento Atual, Desafios e Perspectivas para o Futuro; “Apresentação e Mapeamento Colaborativo da REGA” e nossa cultural “Capoeiragem das Manas”, também presente no “Ato Político”, momento este que pautamos como essencial desde o início da construção do CBA. Participamos da construção do ato com o Campo Unitário e, apesar das dificuldades, a manifestação aconteceu, mesmo que reduzida e deixando muito a desejar. Para nós não existe Agroecologia sem resistência política e desde o ato do CBA Belém, que se concentrou mas não saiu, gostaríamos de salientar a necessidade de entender o caráter consultivo versus participativo dos movimentos sociais nos processos de construção dos CBAs.
        Nas atividades do CBA, onde reafirmamos nossa parceria com a Associação Brasileira de Agroecologia, realizamos com a Via Campesina a Plenária das Juventudes da América Latina pela Agroecologia, que contou com pessoas de diversas origens, entidades e movimentos, entre eles: FEAB, PJR, MPA, MST, CONTRAF, CONAQ, ABEEF, representantes de comunidades quilombolas, indígenas de 3 povos do Mato Grosso, Colômbia, Uruguai, Juventude Comunista da Argentina, Holanda e estudantes e professores de diversas universidades públicas do Brasil. Também tivemos representantes nas atividades “Sem Feminismo não há Agroecologia”; “Feminismo e a Agroecologia: Mulheres em luta contra a violência sexista” que debateram entre outros pontos importantes, como formar diálogos entre mulheres dos vários segmentos da luta, de modo que se possa discutir como é o feminismo para diferentes classes, diferentes idades e culturas. Realizamos também em parceria com a Embrapa, a Rede Internacional Sementes da Liberdade e a ANA, o Encontro Internacional de Guardiões e Guardiãs de Sementes Crioulas com a ilustre presença de nossos convidados da CicloVida com Ivânia e Inácio, do Ceará, que compartilharam o acúmulo sobre sementes crioulas e trouxeram o debate da autonomia e da garantia de alimentos saudáveis, livres dos transgênicos e agrotóxicos.
        Assim, trabalhando os princípios da Rede: Anticapitalismo, Autonomia, Autogestão, Horizontalidade, Decisão por consenso e Coerência teoria-prática, ergueu-se a estrutura metodológica para nossos espaços. Durante o encontro, reforçamos também nossa re-existência, semeando mentes livres e buscando mais uma vez nos colocarmos de forma ativa na construção biodiversa de um caminho combativo e resiliente.
Brasília, 2017

Carta Política do IX ENGA

Agroecologia pra que(m)?

        “Esse ano o ENGA foi grande!” Foi grande, dizemos, porque em 2017, o Encontro Nacional dos Grupos de Agroecologia foi articulado dentro de uma estrutura maior, que interligou o X Congresso Brasileiro de Agroecologia, o VI Congresso Latino-Americano de Agroecologia e o V Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno, reunindo mais de 5000 participantes, entre estudantes, educadoras/es, pesquisadoras/es, agricultoras/es e convidadas/os de toda a América Latina. Pela primeira vez a REGA entrou oficialmente como apoiadora da Comissão Organizadora do CBA, desafio que nos trouxe muitos aprendizados e questionamentos, demonstrando que precisamos refletir com profundidade sobre os objetivos e as intencionalidades de nossas parcerias com outras organizações do movimento agroecológico. Assim como no I ENGA, em Curitiba – PR (2009), nesse ano compartilhamos o acampamento com os movimentos sociais do Campo Unitário, incluindo a Via Campesina, MST, MAB, FETRAF, MMC, CONTAG, FEAB, entre outros, demonstrando a importância de diálogo e aproximação entre as diversas organizações que carregam a bandeira da Agroecologia.
        A dimensão, orçamento e desenho deste mega-evento, justamente em um momento em que a Agroecologia está sofrendo um processo de institucionalização e cooptação, reforçou a necessidade de levantarmos como temática central: Agroecologia pra que(m)?
       Assim como as preocupações ecológicas e ambientais de modo geral, a noção de Agroecologia tem nos dias de hoje uma forte ambivalência, sendo incorporada por um número cada vez maior de agentes e instituições com os mais diversos interesses. Desde que a FAO “reconheceu” a agroecologia em 2014, vemos por parte de instituições conservadoras tentativas de apropriação e cooptação que buscam transformá-la em mais uma técnica do “capitalismo verde” e do “desenvolvimento sustentável”, esvaziando seu conteúdo político e buscando subordinar conhecimentos tradicionais milenares à lógica do mercado “ecológico”.
        Em todo o mundo, vivemos um contexto de crise do modelo civilizatório capitalista que se manifesta no Brasil através da atual crise política e econômica. Neste cenário percebemos a insuficiência das propostas políticas da esquerda tradicional, incapaz de elaborar novos projetos de sociedade para além da lógica estatal, desenvolvimentista e reformista. Acreditamos que são as organizações populares horizontais e auto-organizadas que tem potencial para criativamente trilhar caminhos alternativos a este modelo.
        Entendemos que a Agroecologia se desenvolveu a partir da sabedoria dos mais variados povos em conexão com a natureza, que resistiram e seguem resistindo contra a expansão do capitalismo no campo. É apenas através da mobilização permanente de organizações populares comprometidas com a Vida e que buscam transformações sociais emancipatórias que a chama da Agroecologia pode se manter acesa. Assim, buscamos honrar essa ancestralidade, pautando o debate sobre o papel da Agroecologia na atualidade e os diferentes caminhos e formas de luta necessárias para a superação dos obstáculos da sociedade em que vivemos da forma mais ampla possível.
        Neste IX ENGA reafirmamos que “sem anticapitalismo não há Agroecologia!” pois as mudanças que sonhamos não se realizarão sob esse sistema. Enquanto Rede, tecemos o compromisso de construir em nossos grupos e coletivos um horizonte para a “transição agroecológica” em direção a uma mudança sistêmica para uma nova sociedade com indivíduos e coletivos emancipados e livres, baseada na Vida, na diversidade, na abundância e na justiça social para autodeterminação de todos os povos.
        Da mesma forma, reafirmamos que “sem feminismo não há Agroecologia!”, pois é inegável o papel histórico das mulheres na construção do saber-fazer agroecológico, na defesa dos bens comuns e na resistência ao avanço do capital sobre nossos corpos e nosso trabalho. Salientamos que o patriarcado é elemento estruturante da dominação, e que soluções horizontais devem incorporar os aprendizados vindos dos debates e práticas feministas. Nos comprometemos a valorizar o conhecimento das mulheres e catalisar a organização política de nossas irmãs, fortalecendo sua articulação em rede, a busca por autonomia econômica e política, e buscando ampliar os instrumentos de autodefesa e combate severo à violência patriarcal, machista e sexista nas esferas privadas, públicas e não formais.
        Entendemos também que a luta de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, camponeses e trabalhadores rurais é essencial para toda a sociedade, e encontra-se em um momento extremamente vulnerável frente ao renovado interesse de empresas transnacionais pelas terras tropicais, acompanhada à crescente perda de direitos que vemos no nosso país. Percebemos um aumento da violência e dos massacres no campo que visam a expropriação de terras e a subordinação da lógica tradicional de produção à lógica competitiva do mercado. Assim, as lutas por reconhecimento e demarcação de terras e contra mega-projetos está na ordem do dia, sendo também nosso papel denunciar a manipulação da grande mídia na glamourização das atividades de mineração e hidrelétricas. Afirmamos o compromisso de denunciar a criminalização de movimentos camponeses e de movimentos sociais de luta, que vem sofrendo perseguições arbitrárias e ataques cada vez mais violentos.
       É preciso mais do que nunca apontar a insuficiência das reformas agrária e urbana nos moldes atuais e avançar nas lutas por acesso e uso da terra. Nesse sentido, o debate entre via reformista e via revolucionária precisa ser renovado e aprofundado. Discutimos durante o IX ENGA a importância da união e fortalecimento dos elos de ligação entre todos os povos, e a aproximação das lutas rurais e urbanas para fortalecimento mútuo. A luta pela distribuição das terras no campo é a luta contra a especulação imobiliária nas cidades; A luta contra a intoxicação de trabalhadoras/es rurais é a luta contra a intoxicação de trabalhadoras/es urbanos, pois os agrotóxicos e transgênicos já contaminam todo o Brasil. É preciso fortalecer as cooperativas de consumo evidenciando que a separação entre trabalhadoras e trabalhadores rurais e urbanos não pode existir, incentivar as iniciativas de agricultura urbana e permacultural para redesenho das cidades e promover a jardinagem de guerrilha como forma de ocupação dos espaços públicos urbanos e fortalecimento de vínculos comunitários. É também de grande importância a luta pelo reconhecimento institucional da transição agroecológica na extensão rural. Sabemos que somente através da união consciente se consegue mais respeito e se preserva a cultura da sociedade.
        Reconhecemos que ainda precisamos amadurecer nossas construções em relação às questões étnico-raciais, tanto em espaços de debate quanto em atitudes e práticas cotidianas – individuais e coletivas. Nesse IX ENGA, mais uma vez recebemos o alerta sobre esta necessidade, com a leitura da carta do GT Negritudes que denunciou atitudes racistas ocorridas durante o VIII ENGA (Bananeiras-PB) e durante o Congresso de Brasília. Os grupos e coletivos da Rede devem tomar atitudes concretas para o amadurecimento e construção de um caminho anti-racista realmente consciente e coerente.
         É sempre essencial buscarmos formas para viabilizar a permanência da juventude no campo, garantindo o intercâmbio e valorização tanto do meio rural quanto do urbano. Toda a juventude, rural e urbana, deve ter acesso a uma educação emancipadora a serviço da transformação, que abra a possibilidade de cursar o ensino superior. Denunciamos o corte de 80% (10 milhões para 2 milhões) nos recursos do PRONERA, o que interfere diretamente na permanência dos estudantes que vem do campo nas Universidades. Reafirmamos a necessidade de garantir a diversidade dentro das Universidades, e seguimos criticando algumas das metodologias elitistas, conservadoras e pouco holísticas que ainda predominam no ensino superior.
       No âmbito das sementes, discutimos que a legislação não facilita o acesso das Sementes Crioulas aos pequenos produtores. É essencial seguirmos criando materiais informativos para a sociedade em geral conscientizar-se da importância das sementes crioulas e da prisão que siginificam as sementes patenteadas transgênicas. A REGA afirma seu compromisso de seguir incentivando o intercâmbio de conhecimentos através das feiras de trocas de mudas e sementes.
         Agradecemos a todos os membros dos Grupos de Agroecologia presentes que construíram esse IX Encontro, pelo compromisso na participação nos espaços autogestionados do ENGA; às guerreiras e guerreiros que chegaram com antecedência para construir todo o pré-ENGA, à Bamboo Sapiens pela força na construção dos banheiros secos, às agricultoras e agricultores que produziram os alimentos orgânicos e agroecológicos que nos nutriram tão bem durante os 4 dias de Encontro e à todos e todas que participaram e se envolveram com nossas atividades! É hora de voltar pra casa e fortalecer nossos grupos e coletivos em suas ações locais e de base pois é debaixo pra cima que a REGA constrói sua força.
        Sonhamos e nos comprometemos a construir nos próximos encontros espaços de protagonismo infantil; a ampliar a participação de nossos irmãos e irmãs de comunidades indígenas, tradicionais, agricultores/as e trabalhadoras/es do campo; a deixar frutos positivos e concretos com nossos Encontros por onde passarmos, mobilizando células locais, escolas, faculdades, movimentos, coletivos, associações, sindicatos, conselhos e fóruns locais.
        Nós e as futuras gerações colheremos os frutos das sementes que estamos plantando hoje. Portanto, nossa construção política é teórica e prática no presente, sem deixar de ter consciência do passado e do que queremos para o futuro. Nossa Agroecologia é popular e autônoma, nos posicionamos contra qualquer tentativa de apropriação por interesses políticos e econômicos que buscam a criação de novos mercados para as velhas práticas de exploração social. A liberdade só existe quando plantamos as sementes férteis de forma consciente, autônoma, coletiva e diversa. Olhos nos olhos, com o peito aberto para os afetos, damos as mãos para potencializar a união e a diversidade de pessoas, experiências, sabores e sotaques desta ciranda da vida. Afirmamos nosso caminho de construção no saber-fazer agroecológico comprometido com todos os seres.
     “Eu vou plantar, eu vou colher, eu vou regar/A semente da mudança vai agora germinar!”
Noites de lua minguante,
chama e fogueiras acesas, embalo do côco e de roda,
berimbau e capoeira,
hip-hop, samba, poesia e pagode,
cantando a luta e a união,
alimentando as águas, a terra, o amor no coração
Brasília, 2017

Kombosa Me CarREGA

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A Caravana Cultural e Agroecológica Kombosa me CarREGA é fruto de uma caminhada histórica de Marília Cucolicchio e Bela Ladeira junto à Rede de Grupos de Agroecologia do Brasil (REGA). Com o propósito de continuarem contribuindo com a Rede após concluírem suas graduações, decidiram somar seus sonhos pessoais de viajar pelo Brasil trabalhando com Agroecologia aos objetivos que visam fortalecer as ações da REGA.

A viagem teve início no mês de Novembro de 2016 rumo à Paraíba, tendo como ponto de partida o VIII Encontro Nacional dos Grupos de Agroecologia – ENGA, em Bananeiras-PB entre os dias 16 a 20 de dezembro.

Desde então Bela e Marília estão viajando em uma Kombi, adquirida através de uma campanha de financiamento colaborativo, que está sendo sua casa por pelo menos 2 anos. Neste período elas estão conhecendo, vivenciando  e registrando as mais  diversas experiências agroecológicas encontradas por todo o Brasil, levando a bordo o que elas tem de melhor para trocar. O objetivo do projeto é contribuir para a consolidação da agroecologia no Brasil, promover a convergência entre os GAs e contribuir na elaboração de pautas políticas que orientem as ações dos GAs, de forma a seguir tecendo nossa Rede, fortalecendo seus diversos pontos e divulgando a agroecologia de maneira ampla e lúdica.

Para saber mais sobre o projeto e acompanhar todo o trajeto com relatos, vídeos e fotos, acesse:

Facebook: https://www.facebook.com/kombosamecarrega/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCKx-aur92MKjpViaC1OOt7A

Blog: http://kombosamecarrega.wixsite.com/agroecologia

II ERGA – Sul

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Convocatória rumo ao II Encontro Regional dos Grupos de Agroecologia do Sul!

02 a 05 de novembro de 2017

Durante os dias 26 a 29 de Maio de 2016 aconteceu no Camping do Parque Estadual do Rio Vermelho em Florianópolis/SC, o I Encontro Regional de Grupos de Agroecologia do Sul. Auto organizado pela Rede dos Grupos de Agroecologia do Brasil (REGA Brasil), o encontro contou com a presença de cerca de 270 pessoas, fomentando a (re)organização dos grupos de agroecologia da região sul, bem como o fortalecimento e formação de novos grupos. O evento possibilitou o encontro entre as pessoas envolvidas com a luta agroecológica, gerando o (re)conhecimento das demandas regionais e enriquecimento do debate nacional.

Para seguir facilitando os laços e fortalecendo a articulação entre os grupos, o II Encontro vem aí e será facilitado pelo Grupo de Agroecologia (GAE-UFPel), entre os dias 02 e 05 de novembro de 2017, na região de Pelotas/RS.

O GAE é formado por estudantes de diversos cursos da Universidade Federal de Pelotas e tem mais de 20 anos de histórias e resistência. A autogestão e a autonomia estudantil na atuação do grupo caracterizam nossa trajetória, nos mostrando que só através da organização coletiva, tornamo-nos capazes de fortalecer o movimento de luta pela agroecologia.

É evidente que a atividade agroecológica não deve ser dissociada do movimento político bem como da ciência e da extensão, por isso buscar uma prática coesa é procurar na ação a práxis. O cenário atual é preocupante: Uma crise econômica em curso e o ajuste fiscal imposto por um governo ilegítimo, que acaba com as expectativas e possibilidades de uma vida livre e justa para as(os) trabalhadoras(es) da cidade e do campo, privatizando as condições básicas de sobrevivência e retirando nossos direitos conquistados ao longo dos anos através da luta. Agir a favor da mudança é reagir contra esta realidade. VAMOS juntos CONSTRUIR O II ERGA SUL, EM BUSCA DA TRANSIÇÃO!!

|| O que queremos com o II ERGA Sul? ||

Aproximar a prática da realidade é uma tarefa importante, por isso na escolha do local sede optamos pela propriedade de uma família parceira de agricultores que está em processo de transição agroecológica. Achamos que a construção do II ERGA Sul neste local resultará em ganhos transformadores para as/os participantes e para as/os agricultoras(es) da região, fortalecendo nossa rede, através da vivência e troca de conhecimentos entre todas as pessoas envolvidas.

Com o objetivo de dar rumo às nossas práticas e espaços de diálogo, o tema gerador deste encontro será “A Transição Agroecológica como ferramenta para o desenvolvimento territorial e a permanência da juventude no campo”.

|| Construção ||

Te convidamos a participar do espaço que dedicaremos a construção, diálogo, formação política e trabalho em torno da temática e expectativas para o II ERGA Sul. Estes momentos acontecerão aos finais de semana na colônia Santo Amor em Pelotas. Se tu te interessas em participar entre em contato pelo email gaepelotas@gmail.com, ou pela página no facebook – facebook.com/gaeufpel.

Conversando e usando metodologias participativas para sistematizar de forma horizontal nossas ideias, pretendemos fazer destes momentos um espaço para conhecer e praticar as dinâmicas de diálogo coletivo. Desde o princípio nos baseamos na seguinte pergunta: “Buscando colher os frutos que almejamos, quais sementes plantar?”. Gostaríamos de convidá-las(os) a contribuir com esta história e participar de mais um momento de imersão agroecológica em busca desta resposta! Contamos calorosamente com a presença dos grupos e das pessoas que tiverem disponibilidade em participar destes momentos conosco!

|| Primeiras orientações ||

Buscamos realizar o Encontro com o menor custo possível. O Valor da inscrição inclui todas as refeições e transporte para vivências;

Inscrições pelo link: https://docs.google.com/…/1FAIpQLSdEeHQ69s4GxtN54-…/viewform

Valores da inscrição:

1ª LEVA: 50 reais até dia 14 de outubro
2ª LEVA: 70 reais até o dia 1º de novembro
NO DIA DO ENCONTRO: 90 reais

Conta POUPANÇA para depósito: Banco do Brasil

Conta poupança: 57.004-4
Ag: 0755-2
variação: 51
Cassia Martins Ferreira

Lembramos que o pagamento antecipado é importante para melhor recebê-los!

Caso necessário solicitar número do CPF

|| Outras informações ||

Prepara a barraca, cobertas, prato e talheres, instrumentos musicais, ferramentas e se possível algum alimento, mudas e/ou sementes para a partilha! O acampamento será em local aberto, então é importante vir preparado/a para o convívio direto com a natureza.

Não serão aceitas atitudes machistas, homofóbicas, racistas, ou qualquer tipo de preconceito e intolerância. Opressores não passarão!

Informativos com outros detalhes sobre o II ERGA Sul na página do GAE (facebook.com/gaeufpel) e no evento: https://www.facebook.com/events/1430214957000119/?acontext=%7B%22action_history%22%3A%22[%7B%5C%22surface%5C%22%3A%5C%22page%5C%22%2C%5C%22mechanism%5C%22%3A%5C%22page_upcoming_events_card%5C%22%2C%5C%22extra_data%5C%22%3A[]%7D]%22%2C%22has_source%22%3Atrue%7D

Para maiores informações sobre os encontros da REGA, acesse: https://regabrasil.wordpress.com/nossos-encontros/

Encerrado o 2º lote das inscrições para o VIII ENGA

 

A partir do dia 11/12 começa a vigorar o 3º lote das inscrições para o evento, que vai até o dia 15/12. Não percam as inscrições!

INSCRIÇÕES

Categoria 2º lote (de 21/11 a 10/12)ENCERRADO! 3º lote (de 11/12 a 15/12)
Agricultoras/es e comunidades tradicionais Isentos* Isentos*
Técnicos CAVN** R$ 40,00 R$ 50,00
Público em Geral/Graduação R$ 70,00  R$ 80,00
Pós-graduação R$ 80,00   R$ 90,00
Docentes R$ 110,00 R$ 120,00
 Categoria  No dia do evento
 Agricultoras/es e comunidades tradicionais  Isentos*
 Técnicos CAVN**  R$ 60,00
 Público em Geral/Graduação  R$ 90,00
 Pós-graduação  R$ 100,00
 Docentes  R$ 130,00

* Isentos mediante comprovação no ato de credenciamento.

** Será necessária comprovação a partir de documentos que comprovem o vínculo do participante com o Colégio Agrícola Vidal de Negreiros.

*** Enviem os comprovantes de pagamento da taxa de inscrição para o e-mail regabrasil@gmail.com para confirmarmos as inscrições

VAGAS LIMITADAS!

Por questões de infraestrutura, o evento terá capacidade para acolher até 250 pessoas.Portanto, caso o número de inscrição exceda o limite, será dada preferência aos membros de coletivos e agrupamentos organizados de agroecologia.

Faça sua inscrição clicando aqui.

Informações para depósito do valor referente à inscrição:

Em nome de Tatiana Weckeverth Furquim
Banco do Brasil
Ag. 3850-4 Conta Poupança: 18.162-5 Variação 51
(qualquer dúvida referente à conta, entre em contato (41)9728-3373 [só Whatsapp])
* Atentem para o fato de que a conta acima é poupança, portanto no momento da transferência deve-se prestar atenção ao tipo da transferência a ser feita (corrente -> poupança ou poupança -> poupança)

Dúvidas e informações:

regabrasil@gmail.com

Giovana Araújo: (83) 99896-8325

Katarine Silva: (83) 9.9934-1441

Chamado aos Grupos de Agroecologia do Brasil para participação no VIII Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia – ENGA

          O VIII Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia ocorrerá entre os dias 16 e 20 de dezembro no campus III da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), localizado em Bananeiras/Solânea-PB. O ENGA surgiu a partir da necessidade dos diversos grupos de agroecologia brasileiros de constituírem um espaço formativo teórico e prático que congregasse e agregasse a diversidade de Agrupamentos e Coletivos de Agroecologia, a partir do qual pudessem se comunicar e trocar experiências em espaços horizontais onde tenham abertura para a experimentação de metodologias outras e onde tenham autonomia. Procurando a articulação e o fortalecimento destas interações e relações foi criada a Rede de Grupos de Agroecologia (REGA Brasil), que atualmente se encontra frutificando e amadurecendo. O ENGA é um evento mais amplo que busca ser um espaço de interação e aproximação da Rede com pessoas e Grupos de Agroecologia que praticam e pesquisam, ou têm interesse em temas relacionados à agroecologia, elevando o debate do movimento agroecológico, propagando ideias, práticas e iniciativas sustentáveis e trocando e aprimorando experiências metodológicas e aprendizagem coletivas. Busca enfatizar a dimensão política da agroecologia a partir do estímulo à organização e articulação nas e entre as iniciativas agroecológicas, nos grupos, coletivos, organizações,  agrupamentos, redes e movimentos envolvidos na construção da agroecologia dentro e fora do meio acadêmico. O encontro é construído e realizado de forma horizontal e autogestionada pelos coletivos, com a intenção de fomentar a partir do trabalho coletivo o apoio e fortalecimento mútuo. A REGA não possui patrocínios, além das parcerias que estabelece e contribuições, das mais variadas, que recebe. A Rede e os encontros são financiados em grande medida a partir das contribuições financeiras dadas no pagamento das inscrições dos eventos, sendo assim, a partir da própria inscrição, cada qual já começa a contribuir com a co-construção do evento. 

         A partir do presente ano a REGA começou a promover a realização dos Encontros Regionais de Grupos de Agroecologia (ERGAs) com a intenção de fomentar a constituição de Articulações Regionais que dêem maior caráter e significação local e regional para a constituição de laços em rede. O IV Sementário da REGA realizado em Pernambuco e o VIII ENGA na Paraíba são marcos e trazem consigo a intenção de uma maior aproximação e enraizamento da REGA em território nordestino. Tendo  em vista que a região nordeste historicamente vem gestando e alicerçando uma série de experiências concretas no âmbito das lutas camponesas e na consolidação do movimento agroecológico, temos também essa intenção de trocar e aprender com as “ricas” experiências regionais.

          A temática deste ano, intitulada “Monoculturas da mente x Agroecologia de saberes”, traz o debate sobre o monocultivo no Brasil, e como essa prática afeta o cenário social,  político, econômico, cultural e educacional brasileiro. A monocultura traz consigo, além dos impactos ambientais irreversíveis a longo prazo, a questão da desigualdade na distribuição de terras, tendo em vista que o latifúndio e o monocultivo são interdependentes e ainda ocupam grande parte do nordeste do país. O tema busca relacionar como este modelo político e econômico monocultor no campo esta relacionado ao modelo “monocultor de mentes” que prepondera as universidades e instituições de ensino, as quais costumam estar condicionadas a adestrar pessoas para o mercado de trabalho a partir das demandas meramente tecnocráticas, ao invés de suscitar espaços para o livre pensar e a formação de senso crítico. Em contrapartida a essa triste realidade ainda pulsante em nossa sociedade, temos a agroecologia, que traz a diversidade nas suas raízes. A  diversidade é o principal aporte para o desenvolvimento sustentável, pois é através dela que ocorre o resgate dos saberes tradicionais e onde todas as formas de vida tem sua condição e seus tempos respeitados. É  nesse contexto de conflito que convidamos as pessoas estudantes de agroecologia, as agricultoras e os agricultores, povos indígenas e povos de comunidades tradicionais  a se mobilizarem para buscar propostas e alternativas de organização frente ao cenário político atual. É através do ENGA que unimos forças e estratégias para fortalecer e ampliar os laços que tecem a agroecologia.

O TERRITÓRIO DO NOSSO VIII ENGA

          Estamos localizados no brejo, Planalto da Borborema na Paraíba, terra de muitos encantos e muita luta. Hoje, é o estado onde mais se concentra cursos de Agroecologia, terra de Elizabeth Teixeira e João Pedro Teixeira sujeitos fundamentais na organização das Ligas Camponesas, lutadoras e lutadores “arrochadas” que firmaram o pé contra a exploração dos latifundiários às trabalhadoras/es rurais nas monoculturas da cana de açúcar. Neste mesmo contexto de resistência campesina, somos a terra de Margarida Maria Alves, mulher e campesina, que lutou pelos direitos trabalhistas durante a ditadura militar. Mulher de Luta que foi cruelmente assassinada ao questionar o uso de produtos químicos nas plantações, inspiração da Marcha das Margaridas, movimento que reúne mulheres organizadas num ato de resistência pela Agroecologia. Assim, com muitas pessoas lutadoras, a Paraíba vem tecendo a rede que rege nossa luta pela Agroecologia e o Biopoder camponês. Neste contexto histórico, social e político que vem balançando a rede agroecológica, com as organizações sociais rurais, movimentos feministas, lutas e resistência das comunidades tradicionais e estudantes, todos buscando uma nova construção de saberes, os Saberes Agroecológicos, que o Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia está sendo catalisado. O chamado, portanto, é de luta e construção!  

“É melhor morrer na luta, do que morrer de fome” Margarida Maria Alves

O Espaço “ENGUINHA”

          Teremos um espaço dedicado às atividades lúdicas e práticas para as crianças que participarão para o encontro. Nesse espaço serão desenvolvidas atividades como oficinas, rodas de conversas, místicas, brincadeiras e práticas relacionadas também a temática do encontro.

          Para aquelas pessoas que virão com suas crianças para o evento, pedimos que seja preenchido, no formulário, informando a quantidade de crianças  e o tipo de alimentação que as crianças consomem (se são veganas ou vegetarianas).

CARAVANAS AGROECOLÓGICAS

              Seguindo a dinâmica dos eventos passados, as Caravanas Agroecológicas continuam sendo a melhor forma de transporte, estimulando o apoio mútuo e a integração entre pessoas de diferentes regiões mas que têm o mesmo destino final: o VIII ENGA!

            A ideia é que entre o ponto de partida e o ponto de chegada, as pessoas ao longo deste percurso possam aproveitar esta carona e integrar as caravanas, viabilizando o transcurso, estimulando o apoio mútuo e a solidariedade entre os coletivos, atitudes/gestos indispensáveis para fortalecer as relações que tecem a rede agroecológica. Seja em transportes alugados, seja em veículos particulares, ou mesmo nos ônibus disponibilizados pelas universidades/faculdades, devemos nos esforçar para formar as Caravanas. A união faz a força, a união é a força!

        Assim, para que essa mobilização aconteça de forma autogestionada, criamos um grupo “Caronas Agroecológicas 2016 (VIII ENGA – Bananeiras/PB)” no Facebook.

          Quem estiver precisando de uma carona e quem tiver vagas para oferecer caronas pode colocar aqui e, a partir disso, se comunicar para combinar!

O QUE TRAZER?

          Bananeiras  apresenta um clima temperado e tendo em vista as instabilidades climáticas é bom estar preparada/o para tais  alterações. O  clima é confortável e uma característica marcante da região é o vento e as chuvas durante a madrugada. Tragam equipamento de camping, rede/sacos de dormir; é importante trazer agasalhos para o período noturno e roupas leves para o dia pois a oscilação climática é bastante presente. Também é importante trazer roupas de trabalho, incluindo calça e bota para proteção da perna, chapéu/boné e itens de proteção para o sol, repelente, se possível ferramentas de trabalho (facão, enxada, etc), lanterna, guarda chuva e/ou capa de chuva. Não esqueçam seus talheres, prato e copo e seus produtos de higiene pessoal, de preferência com ingredientes naturais.

          Teremos uma cozinha coletiva para o preparo dos alimentos e a ideia é que todos os grupos tragam alimentos das suas regiões para compartilharmos: sementes, tubérculos, processados, temperos e aromas de todos os cantos do Brasil para contribuir com a alimentação. A campanha Plante o ENGA intenciona estimular que os grupos plantem os alimentos destinados a serem colhidos para o encontro e/ou tragam os conseguidos com os agricultores de suas respectivas regiões para compartilharmos a diversidade de saberes e sabores no momento do encontro. Durante o evento acontecerá uma feira com exposição do artesanato produzido na região e de outras regiões, haverá também a troca de sementes crioulas.

        Esperamos de braços e ferramentas a postos para receber a todas e todos que compartilham  sonhos e projetos visando a construção e compartilhamento de saberes, o resgate  da diversidade, o fortalecimento e empoderamento da mulher e a construção de um novo modelo de sociedade.

“Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância.” Simone de Beauvoir.

INSCRIÇÕES

Categoria 2º lote (de 21/11 a 10/12)

ENCERRADO!

3º lote (de 11/12 a 15/12)
Agricultoras/es e comunidades tradicionais Isentos* Isentos*
Técnicos CAVN** R$ 40,00 R$ 50,00
Público em Geral/Graduação R$ 70,00  R$ 80,00
Pós-graduação R$ 80,00   R$ 90,00
Docentes R$ 110,00 R$ 120,00
 Categoria  No dia do evento
 Agricultoras/es e comunidades tradicionais  Isentos*
 Técnicos CAVN**  R$ 60,00
 Público em Geral/Graduação  R$ 90,00
 Pós-graduação  R$ 100,00
 Docentes  R$ 130,00

* Isentos mediante comprovação no ato de credenciamento.

** Será necessária comprovação a partir de documentos que comprovem o vínculo do participante com o Colégio Agrícola Vidal de Negreiros.

*** Enviem os comprovantes de pagamento da taxa de inscrição para o e-mail regabrasil@gmail.com para confirmarmos as inscrições

VAGAS LIMITADAS!

          Por questões de infraestrutura, o evento terá capacidade para acolher até 250 pessoas. Portanto, caso o número de inscrição exceda o limite, será dada preferência aos membros de coletivos e agrupamentos organizados de agroecologia.

Faça sua inscrição clicando aqui.

Dúvidas e informações:

regabrasil@gmail.com

Giovana Araújo: (83) 99896-8325

Katarine Silva: (83) 9.9934-1441